Então ele foi embora.
Nunca mais o vi.
Os anos se passaram. A vida aconteceu. Empregos, contas, perdas, pequenas alegrias. Aquela noite se tornou apenas uma lembrança silenciosa — algo que eu dizia a mim mesma que não importava muito.
Até ontem.
Eu estava sentada em casa quando ouvi uma batida na porta.
Quando abri, um homem alto e confiante estava lá. Roupas limpas. Presença calma. Barba prateada. Um estranho.